Vampiros não são apenas sexies e perigosos. Eles também são altamente dramáticos.
Pense nisto: eles ficam à espreita no escuro, atraem suas vítimas pela luxúria, e então as condenam a um mundo de segredo e alienação que na maior parte das vezes os deixa assombrados ou envergonhados.
Exaregado demais para você?
Felizmente, a terceira e mais recente trilha sonora de Crepúsculo enfia os dentes neste aspecto do vampirismo com prazer. É tão teatral como qualquer coisa passando na Broadway e tão exagerada quanto qualquer coisa do mundo da Hammer Horror Films.
Isso é ainda mais verdade com o primeiro single do CD, "Neutron Star Collision." A canção é uma cortesia do Muse, grande trio britânico que acabou se tornando um tipo de, bem, muso para as trilhas sonoras da série. Eles são a única banda em aparecer nos três CDs, bem como o que melhor representa o jeito peculiar do projeto. Para a música mais nova do Muse, o líder Matthew Bellamy encarna Freddy Mercury em seu total jeito de diva, transformando cada palavra em um pronunciamento. "We'll die/We'll die together!!!," ele declara, como se estivese liderando milhares de pessoas para a guerra.
A melodia encoraja sua grandeza, misturando os floreios do Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Weber com a teatralidade enlouquecida de Night at The Opera do Queen. As guitarras soam orquestrais. Baterias galopam desafiadoramente. Até as linhas do baixo encontram um tom heróico. Considere [a música] o equivalente sonoro daqueles livros de época cheios de cenas românticas.
The Bravery tenta algo similarmente grande em Ours, uma peça com batida dos anos 80 que lembra hinos da época do Big Country e Simple Minds. Outras faixas tiram vantagem das qualidades fantasmagóricas de suas cantoras, desde Sia a Emily Haines do Metric e Florence (de Florence + The Machine, claro). Suas faixas banham as cantoras na sombra difusa do eco.
Enquanto o primeiro CD de Crepúsculo choramingava com o uso de bandas emo da moda, este último segue o padrão de seu predecessor (Lua Nova), que foi atrás de algo mais legal e novo. Desta vez temos a banda inglesa Fanfarlo, cujo cantor Simon Balthazar traz o trinado andrógino certo para este mundo fantasioso. Bat For Lashes flutua assustadoramente através de uma faixa com Beck, enquanto The Dead Weather de alguma forma liga este mundo gótico com westerns de segunda categoria.
Nem todo mundo recebeu o lembrete de manter as músicas sombrias. A canção afro-pop alegrinha do Vampire Weekend tem muita energia para este quinhão, e Cee-Lo soa tão superficial como algo vindo do mundo de Mersey Beat. Ainda assim suas músicas não precisam de nada para grudar no ouvido, o que realça o verdadeiro feito do CD. Como qualquer boa história de vampiro, Crepúsculo corre até a ponta do campo antes de parar, em segurança, no reino dos grandes.
Fonte: nydailynews e twilight team

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